Reflita
- Daniel Valdevino
- 3 de out. de 2018
- 3 min de leitura

Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus. Mateus 27: 20 Dizem que a voz do povo é a voz de Deus... Atualmente vemos as campanhas eleitorais e as propagandas na mídia procurando conduzir a opinião de muitos de acordo com os seus interesses, é o que também se noticia nas guerras de audiência e nas apresentações “das verdades”. As informações que vemos ou ouvimos podem ser induzidas por grupos que a podem manipular, como acontece hoje com a grande quantidade de notícias falsas nas redes sociais, podendo influenciar pesquisas de opinião que podem não expressa a vontade da maioria ou e de seus seguidores no seu resultado. O problema não é o grito dos articuladores, mas o silencio dos ouvintes que se omitem aceitando muitas vezes, falsas verdades sem verificá-las no contexto, e para isso temos que ainda aprender a exercitar nossa memória. Meditando hoje em Mateus 27: 20 nesse texto, podemos perceber que os sacerdotes e os príncipes dos Judeus procuravam persuadir o povo a matar Jesus. Nesse caso era necessário que as escrituras se cumprissem, mas ai dos que foram provados e rejeitaram o salvador. O inimigo de nossas almas procura incentivar a atirarmos a primeira pedra, para que os demais imitem o gesto, mesmo sem saber dos reais motivos. A multidão de insatisfeitos quer sempre mais. Jesus multiplicou pão e peixe duas vezes e muitos já o procuravam só por isso, e não perceberam que ele era o pão da vida. Pensavam que aquele messias era mais um e que o seu tempo diante de Pilatos tinha acabado. Jesus pode ter dado pão e curado muitos, e falado do amor e da salvação futura. Mas quem não tinha essas necessidades, queria o poder que acreditavam só Barrabás poderia lhes dar. As pedras do povo foram a resposta dada a Pilatos: “Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado”.Mateus 27:22 Talvez você não goste de quem te diz palavras boas ou conselhos, não por causa da palavra ou do conselho, mas do meio de comunicação que assim faz. Uma vez fui ajudar carregar tijolos e ajudar a erguer um alojamento em um centro de recuperação. Eles também ajudavam na obra, e quando conversava com um deles sobre a palavra, ele falou: “aprendeu a não ficar olhando muito para quem traz a palavra, pois um dia você pode se desagradar com ele e querer rejeitá-lo como ele fazia, mas não rejeite a palavra, pois ela é sempre viva e não volta vazia, e usa quem quer como canal” Eu recebi aquela palavra, eu precisava ouvir de quem me falava... Há situações que nos colocam em prisões ou em locais de recuperação, para entendermos o agir de Deus. Existem muitas mídias e personalidades falando a palavra ou sobre ela, e nem todos que nos agradam e que dizem o que queremos ouvir querem nosso bem, mas hoje o que podemos dizer é que devemos estar firmes olhando para o evangelho, sermos humildes e entender que aprendemos também uns com os outros, tendo o cuidado com os que falsificam o entendimento da palavra por ganância de seus próprios interesses, haja vista quem prega o ministério glorioso. Não esqueçamos de olhar para as eleições como oportunidade de exercitarmos nosso discernimento, observando o que os candidatos dizem e o que eles já realizaram, com quem estão juntos, e se estão comprometidos com os valores morais anunciados também pelo evangelho de Cristo . Olhando agora para o apostolo Paulo podemos entender que muitos querem nos colocar nas prisões do engano, mas quem conhece a palavra é esclarecido. Paulo muitas vezes esteve em prisões, Jesus também ficou preso, mas a palavra de Deus não estava. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32.
Comentários